sábado, 14 de janeiro de 2017

Assombrações do mês de janeiro...

Na deslocação a Santa Maria da Feira, o resultado acabou exatamente como começou, 0-0. Mais dois pontos perdidos que negaram ao Vitória a possibilidade de se colar às equipas da frente. Já disputámos 4 jogos em 2017 e ainda não vencemos nenhum. Como se não bastasse isso, ainda se tem falado de algumas possíveis saídas neste mercado de inverno. Onde é que eu já vi este filme?


Foto de Vitória Sport Clube.

Começando pelo jogo de terça-feira a contar para a Taça da Liga...
Três dias depois do jogo a contar para o campeonato, Vitória e Benfica voltaram a defrontar-se. Desta vez para a taça da liga. E o filme foi praticamente o mesmo. Ao intervalo, à semelhança do jogo anterior, o Vitória ia para o intervalo a perder por 2-0 e o resultado não mais se alterou. Num curto espaço de tempo sofremos 4 golos da mesma equipa e 3 aconteceram de forma perfeitamente idêntica. Inevitável? Obviamente que não. Podíamos e devíamos ter feito melhor. Naquela que era uma verdadeira final para os conquistadores que iria decidir qual a equipa a seguir em frente rumo ao Algarve, Pedro Martins optou por fazer algumas poupanças, não jogando com 6 habituais titulares. O Vitória até entrou bem, mas permitiu que o Benfica fizesse dois golos fotocópia um do outro (aos 34' e aos 40'), o que obrigava a formação vitoriana a fazer uma reviravolta épica na 2ªparte para poder apurar-se para a final-four. Hurtado e Soares foram a jogo e tentaram alterar a dinâmica do jogo, mas pouco conseguiram fazer. Desta vez, o Vitória tinha sido derrotado de forma justa e sem lances de arbitragem com influência no resultado. Algo de admirar visto que o árbitro era...Carlos Xistra. O árbitro que mais grandes penalidades marca no nosso país, mas que na época passada decidiu não ver 2 ou 3 a favor do Vitória...contra o Benfica. À passagem do minuto 8', Zungu derrubou Rafa e Xistra não hesitou em apontar para a marca dos 11 metros. Miguel Silva defendeu o remate de Pizzi, tendo apenas adiado aquilo que podia muito bem ter sido evitado. Se era verdade que o Vitória vinha de 16 jogos seguidos sempre a marcar, tendo interrompido essa série no passado sábado...voltámos a acabar um jogo em branco, algo que contra o Benfica tem sido uma constante nos últimos 42 meses. Nos festejos encarnados, após o segundo golo, Nelson Semedo fez um gesto provocatório para a bancada. A reação de toda aquela bancada central não podia ser outra! O resto todos viram... "Seja bem vindo quem vier por bem, aqui mandamos nós e mais ninguém!".


Hoje o Vitória não conquistou um ponto, perdeu dois. A famosa expressão de "Pai dos Pobres" voltou a ser colocada em prática...infelizmente. A formação vitoriana apresentou-se pouco objetiva durante praticamente todo o encontro, tendo tido poucas oportunidades e, verdade seja dita, não muito perigosas. Ao quarto jogo de 2017, os conquistadores entraram em campo com o equipamento alternativo pela terceira vez quando na verdade este foi o primeiro jogo fora de portas no presente ano. Algo não bate certo. Faço referência a isto porque hoje, tal como nos jogos contra Paços e Benfica para a Taça da Liga, não fazia muito sentido vestir de preto. Em vários momentos do jogo, a distinção dos dois equipamentos revelava-se perturbadora para quem estivesse a ver o jogo pela televisão.
O Vitória entrou razoavelmente bem e aos 13 minutos foi Raphinha quem teve nos pés a oportunidade para inaugurar o marcador, mas o remate saiu ligeiramente ao lado. 13 minutos depois, à passagem do minuto 26', Soares fez um remate fraco à figura de Vana, num momento em que tinha Hernâni em boa posição para finalizar. O número 18 do Vitória tentou a sua sorte mas foi infeliz. Já no tempo de compensação da primeira parte, Hernâni foi protagonista de um lance fotocópia do jogo frente ao Benfica. Pela direita, rematou forte para defesa de Vana e, na recarga, Soares atirou por cima. Precisamente nesse lance, o árbitro assistente assinalou fora de jogo... A verdade é que se a bola tivesse entrado, o lance teria sido mal anulado visto que Soares estava em posição perfeitamente legal no momento do remate do seu colega de equipa. O Vitória ia então para o intervalo a empatar 0-0, após uma primeira parte em que não deixou que o adversário criasse perigo junto da baliza de Douglas...
Na segunda parte, a atacar para a baliza junto da bancada onde se encontravam mais de 1000 vitorianos, exigia-se mais dinâmica ofensiva. Mais objetividade. Mais eficácia. Pena que a segunda parte tenha sido igual à primeira, ou até mesmo pior... Josué e Hurtado tentaram a sua sorte até que a primeira oportunidade de grande perigo (e talvez única) do Feirense surgiu ao minuto 61'. Depois de o árbitro não ter visto uma falta clara sobre Konan, um dos pontas de lança da equipa da casa dispôs de uma excelente oportunidade para inaugurar o marcador com Douglas a opor-se muito bem e a defender para canto. Até ao fim do jogo, nota ainda para duas oportunidades perigosas. A primeira por intermédio de Soares, sendo que numa excelente jogada individual acabou por tremer quando apenas tinha o guarda-redes pela frente. Efeitos da venda? É uma possibilidade. Segundos depois foi a vez de Bernard rematar de fora da área com a bola a passar a milímetros do poste direito da baliza defendida por Vana. As entradas de Bernard, Texeira e Alex foram insuficientes para mudar o rumo daquilo que era perfeitamente evitável. Perdulários! Quarto jogo consecutivo sem somar qualquer triunfo... E nota negativa ainda para o facto de já não marcamos golos há três jogos seguidos, isto tudo após uma sequência de 16 jogos sempre a marcar iniciada no mês de setembro do ano passado.
Muito se tem falado da venda de Soares a um clube chinês com uma verba a rondar os 7 milhões. Já todos sabemos qual é o comportamento do clube nestas circunstâncias: ao primeiro valor oferecido, por norma, aceita-se logo. O que é um erro! Se bem que 7 milhões por um jogador como o Soares até acaba por ser um bom negócio. Mas não esquecer que, a confirmar-se, o Vitória poderá ficar um mês com apenas um ponta de lança, visto que Marega foi convocado para a CAN. Ainda para mais numa altura em que a formação vitoriana vai ter mais jogos do que aquilo que é habitual. Não que o Vitória esteja totalmente dependente de Marega ou de Soares, mas a verdade é que são jogadores essenciais para aquilo que é o processo de jogo da equipa. Dois jogadores que, juntos, foram responsáveis por bem mais de metade dos golos do Vitória nesta época.
As segundas voltas do clube nos últimos anos têm sido péssimas e muito por culpa das péssimas decisões em janeiro - a época 2014/15 é o principal exemplo - e parece que o filme pode estar prestes a repetir-se. Tendo em conta aquilo que é o nosso plantel na atualidade, é possível afirmar que temos um plantel com jogadores de extrema qualidade. No entanto, é importante salientar a evidência de escassez de alternativas para algumas posições. O ideal seria comprar, reforçar aquilo que não está solidificado, mas não...o Vitória está novamente disposto a vender. A perder peças fundamentais para o que resta do campeonato. A preparar-se para mais uma segunda volta tremida... Dispostos novamente a errar?
Seguem-se dois jogos extremamente importantes para os conquistadores. A contar para a Taça de Portugal, o Vitória visita o Sporting da Covilhã já na próxima 4ªfeira para disputar o acesso às "meias" da prova-rainha. Depois segue-se a visita a Marrocos para aquele que será o segundo e o último derby frente ao Braga na presente época. É urgente reencontrar o caminho dos golos e dos triunfos, quer para sonhar com a ida ao Jamor, quer para a aproximação aos lugares da frente.
Terminámos a primeira volta com 31 pontos, fruto de 9 vitórias, 4 empates e 4 derrotas. 27 golos marcados e 19 golos sofridos. Um registo impressionante fora de portas e não muito positivo no que diz respeito aos jogos em casa.

A equipa B só joga amanhã. Em casa, frente ao Santa Clara. Mas nota ainda para uma referência ao jogo do passado fim de semana no Seixal. Um jogo no qual a formação secundária do Vitória foi claramente prejudicada quando vencia por 1-2 a poucos minutos do fim. Pouco depois de um dos árbitros assistentes ter anulado o terceiro golo dos conquistadores por alegado fora de jogo (que parece não existir), o Benfica acabou por chegar ao golo do empate. Mas isto não ficava por aqui... Já nos descontos, a formação do Seixal acabou mesmo por dar a cambalhota no marcador. No entanto, houve alguém que não quis ver um empurrão claro a Dénis Duarte dentro da grande área do Vitória que o afastou do lance que deu o 3-2 final. O árbitro do encontro era Bruno Vieira, um assumido benfiquista que disse que no dia em que fosse nomeado para arbitrar um jogo do seu clube, recusaria para não ter problemas de consciência. Certo é que não só não recusou, como ainda quis beneficiar o seu clube do coração.

A formação de basquetebol do Vitória viajou até à Madeira onde derrotou o CAB Madeira por 67-89. Os conquistadores foram superiores ao adversário em todos os períodos, destacando-se o segundo período, o último antes do intervalo, no qual o Vitória fez mais 13 pontos do que a formação local, indo para o intervalo a ganhar 50-36.
O voleibol do Vitória sofreu, mas venceu! Na receção à Académica de Espinho, a formação vitoriana até chegou a estar a perder por 2-0, mas conseguiu empatar, levar o jogo para a negra e, o mais importante, venceu (parciais: 10-25; 17-25; 25-23; 25-18; 15-12)!
No futebol de formação, o juniores foram a Vila do Conde e não foram além de um nulo frente à equipa do Rio Ave. O empate fez com que o Vitória caísse do 2º para o 3º lugar, estando agora a um ponto do 2º lugar e com 11 de avanço em relação ao 4º classificado.

Nesta madrugada, João Sousa disputou a final do ATP de Auckland. À entrada para o derradeiro jogo, o tenista português ainda não tinha perdido qualquer set. Mas perante o americano Jack Sock, acabou por falhar o terceiro título ATP tendo perdido por 2-1. Logo no primeiro set, o português não conseguiu triunfar e perdeu 3-6. No 2º set, por momentos, já davam João Sousa como derrotado quando este perdia por 4-5, mas o vimaranense foi capaz de virar para 7-5 e levar a final para um 3ºset. Nesse mesmo 3ºset, João Sousa ainda chegou a estar na frente mas acabou por perder o título de campeão para o americano. Novamente 3-6... Fica para a próxima, conquistador! João Sousa caiu... Mas caiu de pé!

FORÇA VITÓRIA !

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