terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Ao cair do pano

De um lado, uma equipa que procurava os três pontos. Do outro, o antijogo como sendo a arma para a conquista de um ponto. Eis o castigo perfeito: um triunfo por uma bola a zero alcançado no penúltimo minuto do tempo de descontos.

Foto de Vitória Sport Clube.
Fonte: Vitória Sport Clube
O Vitória alinhou de inicio com: Douglas; João Aurélio, Jubal, Pedrão, Víctor Garcia; Rafael Miranda, Celis, Sturgeon; Heldon, Raphinha e Tallo. Numa primeira parte com poucas oportunidades de golo, os conquistadores não concederam qualquer aproximação do Feirense à nossa baliza. A estratégia da equipa orientada por Nuno Manta Santos passava mesmo por aí, entregar a iniciativa de jogo ao Vitória que, num jogo de sentido único, não evidenciava qualquer objetividade no critério ofensivo. Num livre cobrado por Raphinha, Pedrão cabeceou ao lado. A meio da primeira parte, Francisco Ramos rendeu o lesionado Celis. Perto do intervalo, Tallo ofereceu a bola a Raphinha mas o extremo brasileiro rematou ao lado com a bola a passar a centímetros da baliza defendida por Caio Secco.
Numa segunda parte marcada por um constante anti jogo por parte do conjunto de Santa Maria da Feira, o tão desejado golo tardou mas chegou. À passagem da uma hora de jogo, Raphinha cruzou para a área e Hélder Ferreira - tocando pela primeira vez na bola após substituir Heldon - esteve muito perto de inaugurar o marcador. Tallo ainda chegou a introduzir a bola dentro da baliza, porém, o lance foi invalidado pelo árbitro assistente devido a fora de jogo. Já com Estupiñán em campo - que rendeu Sturgeon - Rafael Miranda com um cabeceamento fulminante viu o guarda redes da equipa adversária a negar-lhe o golo. Eis que chega o minuto sagrado: o minuto 95'. Raphinha cobrou uma falta na zona do meio campo, Caio Secco sacudiu a bola e deixou-a à mercê de Hélder Ferreira que revelou a frieza necessária para atingir a glória. Um golo imensamente festejado que fez explodir o Estádio D.Afonso Henriques.
É caso para dizer que o segredo estava no banco! Este foi o castigo perfeito para uma equipa que, a jogar em Guimarães pela terceira vez esta época, decidiu jogar para o pontinho. Alguma vez referi o nome do Douglas nesta crónica à exceção do lançamento do onze inicial? Pois bem, isso mostra bem aquele que foi o fio condutor de toda a partida. Só houve uma equipa que procurou o triunfo e, felizmente, conseguiu-o. E ao cair do pano até tem outro sabor, confesso. Três pontos importantes que nos permitem continuar a partilhar a 6ª posição com a formação do Rio Ave, a quatro pontos do Marítimo e a cinco do Braga. Segue-se uma cartada importante na Taça de Portugal. Venha o Dragão!

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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Sem estofo europeu

Chegou ao fim o sonho europeu. O Vitória falhou o apuramento para a fase seguinte da Liga Europa ao empatar a uma bola na receção ao Konyaspor. Com supostos treze milhões investidos, pedia-se mais...muito mais!
Liga Europa: V. Guimarães x Konyaspor
Foto: ZeroZero
O Vitória alinhou de inicio com: Douglas; João Vigário, Jubal, Pedrão, Víctor Garcia; Celis, Francisco Ramos, Hurtado; Heldon, Raphinha e Rafael Martins. Desde cedo que os conquistadores revelaram muitas dificuldades nas transições ofensivas. Demasiado pontapé para a frente a não dar em rigorosamente nada. À passagem do primeiro um quarto de hora, eis que surge o primeiro golo da partida com uma bomba de Bourabia. Foi concedido espaço ao marroquino e o camisola 68 brilhou a mais de 20 metros da baliza. Pretendia-se que o Vitória reagisse, porém, faltou sempre clarividência no ataque vimaranense. Víctor Garcia tentou a sua sorte de longe. Pouco depois, num lance de insistência, Raphinha cruzou para a área e Hurtado cabeceou ligeiramente por cima da baliza defendida por Kirintili, num lance semelhante ao do golo que marcou frente ao Marselha. Do outro lado, Evouna ficou na cara de Douglas mas atirou ao lado.
No segundo tempo só deu Vitória que corria atrás do resultado, nomeadamente na última meia hora da partida. Antes disso, Celis chegou mesmo a perder os sentidos no relvado depois de ter caído mal. Felizmente, recuperou e com muita vontade de voltar ao jogo logo de seguida. Em termos ofensivos, a formação vitoriana não detinha a inspiração necessária para chegar ao tão desejado golo. Golo esse que surgiu apenas ao minuto 77', na sequência de uma combinação de João Aurélio (que rendeu o lesionado Vigário) com Heldon a culminar num desvio infeliz de Turan. Estava feito o golo do empate, já com Óscar Estupiñán e Hélder Ferreira em campo após entrarem para os lugares de Rafael Martins e Francisco Ramos, respetivamente. O tento despertou a equipa. Heldon e Raphinha foram os autores de algumas das oportunidades mais flagrantes. Na sequência de um pontapé de canto, Moke atirou à barra naquele que foi o único remate do Konyaspor em toda a segunda parte. Já em tempo de descontos, também Hurtado atirou uma bola à barra.
No outro jogo do grupo, confirmou-se aquilo que era o mais expectável. O empate em Marselha ditou a eliminação das duas equipas que se defrontaram em Guimarães, ainda com a possibilidade de discutir o 2º lugar. O Vitória terminou no último lugar do grupo com 5 pontos conquistados e 5 golos marcados, um por cada jogo, à exceção da partida na Áustria. Faltou estofo europeu a esta equipa e a razão para isso...já todos sabemos. Mesmo com as contas arrumadas, isto é, independentemente do resultado do Marselha-Salzburg, exigia-se que o Vitória vencesse esta partida, quanto mais não fosse para escapar ao último posto do grupo. Resta-nos agora virar o foco para as competições internas. Quanto à Europa, voltaremos! No entanto, por este andar, não será na próxima época certamente...

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domingo, 3 de dezembro de 2017

Serviços mínimos

Na tradicional deslocação ao Bonfim, os conquistadores derrotaram os sadinos por duas bolas a uma. Segundo triunfo consecutivo fora de portas que recoloca o Vitória na sexta posição da tabela classificativa em igualdade pontual com outro candidato europeu, o Rio Ave.

Foto de Vitória Sport Clube.
Foto: Vitória Sport Clube
O Vitória alinhou de inicio com: Douglas; João Vigário, Jubal, Pedrão, Víctor Garcia; Celis, Wakaso, Hurtado; Heldon, Raphinha e Tallo. Foi com um sistema de três centrais que, à passagem do minuto 11' o conjunto da casa viu Semedo cometer uma grande penalidade após mão na área. Na conversão, Raphinha não desperdiçou e inaugurou o marcador. Cinco minutos depois, o V.Setúbal ficou a reclamar um golo que não foi validado pelo VAR. Gonçalo Paciência cabeceou ao poste, obrigando Douglas a aliviar o perigo no limite. Nas repetições, dá a sensação que uma boa parte da bola entrou na baliza, ainda que sem qualquer certeza. Lance de difícil análise. A iniciativa de jogo estava do outro lado, mas isso não impediu que a formação vitoriana dispusesse das oportunidades mais flagrantes no primeiro tempo. Heldon (com passe solidário de Vasco Fernandes) e Raphinha tiveram, num curto espaço de tempo, direito a via verde até à baliza de Cristiano, porém, não tiveram a frieza necessária para ampliar a vantagem. No último lance da primeira parte, foi João Teixeira quem esteve perto de empatar a partida.
A equipa da casa entrou bem no segundo tempo. Ainda nem tinha decorrido um minuto e o médio de 23 anos já tinha causado mossa na defensiva vitoriana novamente. Pouco depois, Wakaso saiu lesionado para dar lugar a Francisco Ramos. Aos 60 minutos de jogo, num lance muito bem organizado pelo conjunto orientado por José Couceiro, Gonçalo Paciência rematou à figura de Douglas. No contra-ataque, Tallo cavalgou até à grande área, aguentou a pressão no meio de quatro jogadores e assistiu Raphinha para o bis do brasileiro. Conseguiremos nós segurar este jogador em janeiro? O ritmo da partida baixou consideravelmente, tanto que o V.Setúbal só voltou a criar perigo junto da baliza de Douglas quando Jubal empurrou Edinho e o árbitro prontamente apontou para a marca dos onze metros, já com Rafael Miranda em campo. Paciência converteu e fez renascer a esperança sadina a dois minutos do fim do tempo regulamentar. Entretanto Tallo foi substituído por João Aurélio com o claro intuito de estancar as transições ofensivas do adversário e o resultado não mais se alterou.
Na flash-interview, Raphinha garantiu que "a cabeça está no Vitória", já Pedro Martins - num discurso mais ambicioso - referiu que a equipa ainda vai a tempo de emendar os erros do passado. Não obstante a isso, aquilo que se tem visto em campo remete para a ideia de que esta equipa não dá para mais, fruto também do desgaste físico para um plantel com escassas soluções. Relativamente ao resultado, três pontos importantíssimos que recolocam o Vitória ao lado do Rio Ave na sexta posição do campeonato com 20 pontos conquistados, a quatro do Marítimo e a oito do Braga, dois candidatos à Europa que se vão defrontar na próxima jornada e que, por curiosidade, até foram os únicos derrotados no Estádio do Bonfim até ao momento. Segue-se uma partida decisiva na Liga Europa já na próxima 5ªfeira. Ganhar ao Konyaspor não chega visto que os conquistadores dependem também do resultado entre os dois primeiros classificados do grupo.

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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Para quando o ponto de viragem?

Depois do desaire europeu, embora sem grandes brilhantismos, o Vitória voltou aos triunfos ao derrotar o Rio Ave em Vila do Conde por uma bola a zero. Com os resultados em constante oscilação, fica a questão: para quando um ponto de viragem definitivo?

Foto de Vitória Sport Clube.
Foto: Vitória Sport Clube
O Vitória alinhou de inicio com: Douglas; João Vigário, Jubal, Wakaso, Víctor Garcia; Celis, Francisco Ramos, Hurtado; Heldon, Raphinha e Tallo. Devido a uma contrariedade durante o período de aquecimento, Pedro Martins foi obrigado a substituir Pedrão por Francisco Ramos, sendo que a dupla de centrais acabou por ser formada por Jubal e Wakaso. Os primeiros minutos confirmaram aquela que iria ser a tendência do jogo: um Rio Ave com mais bola e um Vitória a tentar sair em contra-ataque sempre que possível. Foi preciso esperar pelo minuto 26' para que surgisse a primeira oportunidade do encontro: Heldon combinou com Tallo e este deixou a bola à mercê de Hurtado que fez um remate completamente desenquadrado. O jogo animou. Pouco depois, Douglas conseguiu travar um potente remate de Rúben Ribeiro e, na recarga, valeu a trave a evitar que Oscar Barreto inaugurasse o marcador com um pontapé acrobático. A cerca de cinco minutos do final do primeiro tempo, eis que Heldon, num lance de tremenda inspiração, passou por dois opositores e apareceu na cara de Cássio para fazer o único golo da partida. Por respeito aos vilacondenses, não festejou.
No segundo tempo era importante que os conquistadores revelassem solidez defensiva para segurar o resultado visto que seria difícil pedir mais, tendo em conta o desgaste físico patente nas mais recentes exibições. Gestão foi a palavra-chave. Novais, de fora da área, obrigou Douglas a uma excelente defesa. Na resposta, Raphinha assustou na conversão de um livre direto. As oportunidades iam aparecendo alternadamente. Tarantini cabeceou à figura de Douglas e pouco depois Raphinha dispôs de três oportunidades de golo num espaço de dez minutos, curiosamente no período de tempo em que o conjunto da casa usufruiu das três substituições. Pedro Martins também respondeu. Sturgeon e Rafael Martins entraram para os lugares de Hurtado e Tallo, respetivamente. A formação vitoriana sentia-se cada vez mais confiante e não dava praticamente nenhum espaço para triangulações no último terço do terreno, nem mesmo com a entrada de Francisco Geraldes. O conjunto orientado por Miguel Cardoso ia tendo bola mas sem criar qualquer perigo. Perto do final, ainda houve tempo para Hélder Ferreira entrar para o lugar daquele que foi o herói da partida.
Em suma, três pontos importantíssimos no estádio da equipa que tem praticado melhor futebol no campeonato português. Uma vitória sem grandes brilhantismos, contudo, justa e oportuna para a equipa que revelou ser mais competente ofensiva e defensivamente. Não é este triunfo que apaga o passado mais recente protagonizado pelos conquistadores, porém, quem sabe se não poderá vir a ser um ponto de viragem para os jogos que se avizinham. Quem sabe... Com este resultado, o Vitória sobe então ao 7º posto da tabela classificativa, em igualdade pontual - 17 pontos - com o 6º classificado (Rio Ave), a seis do Marítimo e a oito do Braga. Na antevisão, Pedro Martins dizia "Há duas equipas que não podem fugir" e, de facto, não podem mesmo. No entanto, para já, estão longe. Bem longe... Uma palavra de apreço para os cerca de mil adeptos que marcaram presença em Vila do Conde a uma segunda-feira à noite, mesmo com a equipa a passar um mau momento...

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sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Ainda com hipóteses, mas...

Cenário muito complicado, mas não impossivel. Na deslocação à Áustria, o Vitória protagonizou (mais) uma exibição pobre e inunda de erros ao ser derrotado pelo RB Salzburg por três bolas a zero, deixando de depender apenas de si para alcançar o apuramento à próxima fase da Liga Europa.
Foto: ZeroZero
O Vitória alinhou de inicio com: Douglas; Konan, Pedrão, Wakaso, Víctor Garcia; Celis, Francisco Ramos, Hurtado; Sturgeon, Raphinha e Rafael Martins. A fase inicial da partida deu conta das dificuldades que o Vitória ia sentir nas transições ofensivas, assim como naquilo que dizia respeito à falta de solidez defensiva com muito espaço concedido ao ataque austríaco. A meio da primeira parte, Lainer cruzou para a área e Dabbur apareceu solto junto à pequena área para inaugurar o marcador, deixando Víctor Garcia para trás (péssima abordagem à movimentação do atacante) e Douglas pregado ao chão. Nota para um possível fora de jogo de Haidara no lance que deu origem ao 1-0. Pouco depois, Umer esteve perto de fazer o segundo. Decorria o minuto 41' quando a formação vitoriana conseguiu finalmente levar perigo à baliza de Walke: cabeceamento de Rafael Martins à trave. Não marcou o Vitória, marcou o Salzburg. À beira do intervalo, e à semelhança do que tinha acontecido no jogo em Guimarães, eis que surge novo golo austríaco com um remate colocado de Umer perante uma tremenda passividade defensiva. Talvez seja legítimo dizer que foi a chave do encontro.
O segundo tempo trouxe um Salzburg com a estratégia de gerir o resultado e um Vitória a tentar melhorar a má prestação do primeiro tempo. Tentar, claro... À passagem da hora de jogo, Pedrão lesionou-se tendo sido substituído por Jubal enquanto que Heldon rendeu Hurtado. Duas opções que deveriam ter marcado presença indiscutível no onze inicial! As esperanças de o Vitória reduzir e sonhar com o empate caíram por terra quando, a meio do segundo tempo, o coreano Hee-Chan sentenciou a partida com o terceiro golo do conjunto orientado por Marco Rose. Mesmo não tendo feito uma boa exibição Raphinha mostrou-se como um dos mais inconformados da equipa. Assustou Walke na sequência de um livre direto e foi substituído logo de seguida por Helder Ferreira, tendo saído com algumas queixas após a cobrança da falta. Ainda houve tempo para Rafael Martins voltar a levar perigo à baliza adversária, porém, o resultado não mais se alterou.
Haverá algo que possa salvar esta época? Estamos com um pé e meio fora da Taça da Liga, a depender de outros para continuar na Liga Europa e, como se tudo isto não bastasse, o sorteio da última quarta-feira ainda ditou uma deslocação ao Dragão, em meados de dezembro, a contar para os "oitavos" da Taça de Portugal. E "oitavo" é o lugar que o Vitória ocupa na Liga a, curiosamente, oito pontos da posição que deveria constituir o seu principal objetivo, o 4º lugar. Nada corre bem. Talvez porque esta não seja a melhor equipa dos últimos anos. O número de lesões também não tem ajudado... Não duvido da qualidade do plantel. No entanto, é por demais evidente que as alternativas são escassas, um plantel com poucas soluções para disputar quatro competições (já foram cinco...), número esse que está muito perto de baixar novamente, desta vez de forma significativa. Mesmo que em janeiro cheguem reforços - o que duvido seriamente - talvez já seja tarde para inverter o rumo dos acontecimentos. Estamos constantemente a oscilar entre a "boa época" e a "má época", algo que tem de acabar urgentemente para que o Vitória se possa afirmar em definitivo.
Relativamente às contas da Liga Europa... Tudo muito simples e complexo em simultâneo. Com o empate do Marselha em casa do Konyaspor, tanto as equipas em causa como os conquistadores têm possibilidades de se juntarem ao Salzburg, carimbando a passagem à fase seguinte. Se o Vitória vencer o Konyaspor passa a somar 7 pontos, exatamente o mesmo número de pontos que têm os franceses neste momento. Logo, um triunfo na derradeira jornada pode não ser suficiente, a menos que o Salzburg vá a França derrotar a equipa do Marselha, algo que parece pouco provável visto que os austríacos já garantiram o apuramento e também o 1º lugar do grupo. Ou seja, não é preciso grande recurso à calculadora, sabendo que levamos vantagem sobre os franceses no confronto direto, vencer os turcos e esperar por um novo triunfo dos austríacos será suficiente! Improvável, mas não impossível.

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domingo, 19 de novembro de 2017

O caminho é para o Jamor!

O Vitória apurou-se para os "oitavos" da Prova Rainha do futebol português ao ter derrotado o Feirense por duas bolas a uma. Os conquistadores fizeram uma exibição segura, no entanto, ainda tremeram na reta final da partida, mesmo a jogar em superioridade numérica.
Foto de Vitória Sport Clube.
Foto: Vitória Sport Clube
A formação vitoriana alinhou de inicio com: Douglas; Konan, Pedrão, Wakaso, Víctor Garcia; Celis, Rafael Miranda, Francisco Ramos; Heldon, Raphinha e Rafael Martins. Pedro Martins voltou a poder contar com Douglas e Pedrão e não hesitou em lançá-los de imediato para o onze inicial, deixando ainda Moreno no banco e adaptando Wakaso a central. O jogo não poderia ter começado melhor! O Vitória entrou a todo o gás e aos três minutos já se encontrava a vencer. Passe longo de Douglas a descobrir Raphinha nas costas da defesa adversária e este a assistir Heldon. Logo a seguir, Konan deixou Rafael Martins na cara de Miskiewicz, tendo este rematado à figura. Num inicio de jogo frenético, também Valencia obrigou Douglas a duas defesas em meia dúzia de segundos. O ritmo do jogo foi diminuindo, mas ainda houve tempo para duas oportunidades para a formação vitoriana. A primeira por intermédio de Raphinha com um remate potente de fora da área. E a segunda com um cruzamento-remate de Victor Garcia que ainda obrigou o guarda-redes a uma defesa apertada. O Vitória ia então para o intervalo a vencer pela margem mínima, ainda que tenha tido oportunidades suficientes de modo a justificar uma vantagem mais larga.
O segundo tempo também não começou bem para a equipa de Santa Maria da Feira. Sony viu o segundo amarelo e consequente vermelho, após nova falta sobre o número 11 do Vitória. A jogar contra dez, Rafael Martins e Heldon dispuseram de uma oportunidade cada para ampliar a vantagem. Porém, esse momento estava reservado para Raphinha que, à passagem do minuto 57', atirou uma bomba. Um golo de fazer levantar todo o estádio! O Feirense evidenciava algumas lacunas defensivas e que só não foram aproveitadas por Rafael Martins porque o avançado brasileiro não revelava a eficácia necessária na hora do remate. Já com Hurtado e Sturgeon em campo, Raphinha protagonizou outro grande momento individual mas viu o seu remate ser enviado ao poste. Na recarga - e com a baliza escancarada - Sturgeon teve um falhanço inacreditável. No contra-ataque, Luís Aurélio cruzou para a área e João Silva aproveitou a saída em falso de Douglas para reduzir a desvantagem. Por culpa desse golo, os conquistadores mostraram-se bastante intranquilos nos últimos dez minutos de jogo, mesmo com mais um elemento em campo. Nos descontos, Raphinha - quem mais? - teve a oportunidade de sentenciar a partida, mas Miskiewicz impediu que isso acontecesse.
Sem grandes brilhantismos, e com a urgência de 'apagar a imagem' da derrota caseira do passado fim de semana, o Vitória reagiu razoavelmente bem ao carimbar o apuramento para os "oitavos" da Taça de Portugal. Não obstante a isso, a verdade é que a intranquilidade evidente na reta final da partida ainda foi alvo de alguns assobios. Nota para a qualidade e segurança na forma como o Vitória saía a jogar na primeira parte a partir dos passes longos do eixo central da defesa. Com Pedrão, a história parece ser um pouco diferente... Seguem-se três jogos fora de portas: visitas a Salzburg, Vila do Conde e Bonfim, o que significa que os conquistadores só voltam a jogar em casa quando defrontarem o Konyaspor no dia 7 do próximo mês, naquela que será a última jornada da fase de grupos da Liga Europa. Para já, foco principal no jogo de exigência máxima frente ao RB Salzburg já na próxima quinta-feira. Uma derrota poderá ditar o afastamento definitivo...

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domingo, 5 de novembro de 2017

Pecados (im)previsíveis

Num jogo quente com os nervos à flor da pele e alguma polémica à mistura, repetiu-se o resultado do jogo da Supertaça. Derrota por três bolas a uma frente ao Benfica.
Foto de Vitória Sport Clube.
Foto: Vitória Sport Clube
O Vitória alinhou de inicio com: Miguel Silva, Konan, Jubal, Marcos Valente, Víctor Garcia, Rafael Miranda, Celis, Francisco Ramos, Heldon, Raphinha e Tallo. Sem Hurtado no banco devido ao facto de já estar na seleção peruana (algo que não se percebe...), Pedro Martins acabou por ser surpreendido com o 4-4-3 apresentado pelos encarnados. Viveram-se momentos de alta tensão nos minutos iniciais da partida. O jogo esteve interrompido por meia dúzia de minutos devido a incidências no topo sul após uma excessiva carga policial sobre os vitorianos, o que levou mulheres e crianças a terem que fugir para a zona do relvado. A meio da primeira parte, eis que surge a primeira oportunidade do encontro, aproveitada por Jonas. Krovinovic combinou bem com André Almeida e o lateral português assistiu o brasileiro para o primeiro golo da partida. Os conquistadores revelaram várias dificuldades nas transições, quer ofensivas, quer defensivas. À beira do intervalo, Salvio apareceu na cara de Miguel Silva, mas o guardião português levou a melhor e negou o golo.
A correr atrás do prejuízo, o intervalo trouxe um Vitória diferente: mais audaz e objetivo. Empurrados pelo público (cerca de 25 mil espectadores), os conquistadores construíram variadíssimas jogadas de perigo que encostaram os encarnados lá atrás durante os primeiros 20 minutos do segundo tempo. Na sequência de um livre causado por uma mão de Svilar fora da área, Raphinha ainda assustou o belga. Pouco depois foi a vez de Heldon com um remate de longe. Rui Vitória sentia que o tapete lhe estava a fugir dos pés e lançou Samaris com o claro intuito de segurar o resultado. Pedro Martins arriscou e respondeu com a troca de um trinco (Rafael Miranda) por um ponta de lança (Rafael Martins) e pouco depois com a substituição forçada de Jubal para dar lugar a Moreno. À passagem do minuto 76', ironia do destino, Samaris correu vinte metros com a bola e atirou para o segundo golo. A formação vitoriana acusou o pouco tempo de descanso e, no contra-golpe seguinte, sofreu o terceiro com um grande golo de Salvio. Já com Rincón em campo, Rafael Martins aproveitou a passividade da defensiva encarnada para reduzir a desvantagem aos 85 minutos. Em tempo de descontos, André Almeida cometeu falta sobre o brasileiro dentro da grande área, mas Tallo desperdiçou o penalty.
Depois de dois triunfos consecutivos esperava-se que um Vitória motivado tivesse capacidade para fazer estragos, de modo a disputar os três pontos até à exaustão. Infelizmente, isso não aconteceu. Luisão devia ter sido expulso ao minuto 72' (ou até mesmo antes) quando o marcador registava um 0-1, a partir daí tudo seria diferente. Tendo em conta aquilo que foi o filme da segunda parte, a formação vitoriana merecia mais... O Vitória continua sem conseguir pontuar frente ao Benfica desde a saída de...Rui Vitória. Perante todo este cenário, a formação vitoriana ocupa agora o 8º lugar a oito pontos de distância de uma posição europeia. É certo que ainda só estamos na 11ª jornada (1/3 do campeonato), mas seguem-se dois jogos fora de portas a contar para o campeonato - Vila do Conde e Bonfim - sendo que é muito importante vencer ambos os jogos. Antes disso, os conquistadores vão disputar três jogos nas outras três competições: receção à Oliveireirense (TL), receção ao Feirense (TP) e visita a Salzburg (LE).

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